AUTISMO COMO 4ª ESTRUTURA?
O Curso é excelente! conteúdo apropriado para quem quer conhecer mais e se tornar um psicanalista, a didática e a capacidade de comunicação do Professor Henrique Paes empolga a todos os alunos e a forma, utilizando o ppt de maneira correta somado ao tempo das aulas, somam na construção de um Curso diferenciado e único. Sem ter uma proposta ortodoxa, o Curso é leve e inovador, sem deixar de trazer os conteúdos necessários para uma boa formação em psicanálise. Eu recomendo !

O Instituto Henrique Paes possui ótima qualidade nos cursos oferecidos. Os professores e supervisores do Instituto são muito dedicados, trazendo sempre conteúdo de base consistente, abrangendo não só a teoria, como também o debate de temas relevantes e atuais e estágio supervisionado. A Clínica Social do Instituto é comprometida com um atendimento ético e de excelência. Toda equipe é muito atenciosa e solucionam dúvidas com rapidez e gentileza. Minha experiência no Instituto é maravilhosa, fundamental para a aprimoração da prática clínica e contínua formação psicanalítica.

Como receber, no setting analítico, uma pessoa autista?
O que fazer enquanto analista?
Qual manejo clínico adotar nesses casos?
Como se estabelece a transferência no autismo?
Uma linha do tempo das diferentes tentativas da psicanálise de compreender aquilo que hoje conhecemos como autismo, percorrendo seus principais autores, conceitos e transformações.
Uma introdução à diferença entre o diagnóstico do autismo no campo médico e no DSM e a possibilidade de pensá-lo, em psicanálise, a partir da hipótese de uma estrutura clínica própria.
Um retorno aos conceitos de negação e elisão, a partir de Freud e Lacan, buscando compreender os fundamentos teóricos que sustentam a hipótese do autismo como uma quarta estrutura.
A partir do mecanismo fundador, serão abordadas as diferentes construções possíveis do sujeito autista, com destaque para os conceitos de borda autística, duplo e ilhas de competência, considerando a hipótese da quarta estrutura como orientação clínica.
Casos clínicos e relatos autobiográficos serão tomados como referências para uma clínica que considere a experiência e a voz dos próprios sujeitos autistas, assim como o caso Dora ocupou um lugar fundamental na elaboração clínica de Freud.
Discussão sobre ganhos, impasses e possíveis efeitos das políticas de inclusão, especialmente a partir da inserção do autismo no campo das deficiências, problematizando práticas que, sob o discurso inclusivo, podem reproduzir formas de segregação.
Diante do desaconselhamento da psicanálise para o tratamento do autismo em diferentes contextos internacionais, será apresentada outra perspectiva desse debate, destacando as contribuições, os limites e o papel da psicanálise brasileira no campo multidisciplinar de atenção às pessoas autistas.