Historicamente falando, aprendemos que em psicanálise se fala de três grandes estruturas, a saber: neurose, perversão e psicose. Essa tripartição, por muito tempo, deu conta de explicar quase todos os discursos e sofrimentos que apareciam na clínica.
Defendo a tese que o psicanalista precisa funcionar como um cientista, e estar constantemente a procura daquilo que não se sabe, sempre atento as inovações necessárias em seu saber.
Nesse sentido, desde 2003, o psicanalista argentino Alfredo Eidelsztein propõe que é necessário ampliar bem mais o escopo analítico das estruturas, dividindo-as da seguinte forma:
Intervalo (extração do objeto a): Neurose – Obsessão, Histeria e Fobia;
Inversão: Perversão e fetichismo;
Holófrase (não extração do objeto a): Psicose, Debilidade Mental, Resposta Psicossomática;
Com os acréscimos ainda de: Loucura, Hipocondria, Melancolia, Caracteropatias, Adições e Autismo.
Percebem? Hoje trabalhamos com mais de 10 tipos de possibilidades diagnósticas, todas submetidas a única estrutura existente em psicanálise, que é a da linguagem.
E isso é pouco, ainda há muito .