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Historicamente falando, aprendemos que em psicanálise se fala de três grandes estruturas, a saber: neurose, perversão e psicose. Essa tripartição, por muito tempo, deu conta de explicar quase todos os discursos e sofrimentos que apareciam na clínica.
Defendo a tese que o psicanalista precisa funcionar como um cientista, e estar constantemente a procura daquilo que não se sabe, sempre atento as inovações necessárias em seu saber.
Nesse sentido, desde 2003, o psicanalista argentino Alfredo Eidelsztein propõe que é necessário ampliar bem mais o escopo analítico das estruturas, dividindo-as da seguinte forma:
Intervalo (extração do objeto a): Neurose – Obsessão, Histeria e Fobia;
Inversão: Perversão e fetichismo;
Holófrase (não extração do objeto a): Psicose, Debilidade Mental, Resposta Psicossomática;
Com os acréscimos ainda de: Loucura, Hipocondria, Melancolia, Caracteropatias, Adições e Autismo.
Percebem? Hoje trabalhamos com mais de 10 tipos de possibilidades diagnósticas, todas submetidas a única estrutura existente em psicanálise, que é a da linguagem.
E isso é pouco, ainda há muito .
Mestrando em Psicologia Clínica pela PUC-SP (2025) sob orientação do Prof. Dr. Renato Mezan, graduado em Relações Internacionais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (2018), e formado como psicanalista lacaniano através da titulação Analista da Escola (AE), após ser aprovado na prova do júri da Escola de Psicanálise Estrutural (EPE), sob a tutela do professor Arthur Mendes, em 2019.
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